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De acordo com matéria do Estadão, cada aparição de Dilma em rede nacional custa para os cofres públicos R$ 90 mil, ao propor que no dia 1º de maio o pronunciamento se daria pela internet Dilma economizou essa quantia que agora podem ser investidos em saúde e educação.

Os que falaram que Dilma não quis se pronunciar para evitar panelaços se esquecem de duas coisas, a primeira é que estamos em ano de ajuste fiscal, onde é necessário economizar e o outro questionamento fez o site Brasil Post ao indagar: “Quem foi torturado e enfrentou a ditadura vai ter medo de um simples panelaço”? Não querendo decepcionar a quem gosta de bater panelas para Dilma e fica quieto com o massacre dos professores no Paraná, mas a resposta é não!

O não pronunciamento da Dilma nada tem a ver com os “panelacinhos” e sim com a necessidade de ajuste nas contas públicas, mostrando coerência do governo federal com o dinheiro do contribuinte neste dia do trabalhador.

Segue a matéria do Brasil Post:

Não foi por medo de panelaço que a presidente Dilma Rousseff não se pronunciou em cadeia nacional de rádio e TV neste Dia do Trabalho, afirmou nesta sexta-feira (1º) o ministro do Trabalho, Manoel Dias.
“Quem foi torturado e enfrentou ditadura vai ter medo de panelaço?”, questionou Dias ao chegar ao evento da Força Sindical, em São Paulo.

Pela primeira vez, Dilma escolheu discursar na data apenas pelas redes sociais. Por meio de vídeos publicados na página do Palácio do Planalto no Facebook, a presidente falou sobre manifestações, salário mínimo e terceirização.

Dilma aproveitou o tema para alfinetar o governador do Estado do Paraná,Beto Richa (PSDB), após o Centro Cívico de Curitiba se tornar palco de violência policial contra professores na última quarta-feira (29). Ao todo, 213 manifestantes e 21 policiais ficaram feridos durante o protesto.

“O Brasil vive hoje em plena democracia, por isso temos de nos acostumar às vozes das ruas, aos pleitos dos trabalhadores. Temos de reconhecer como legítimas as reivindicações de todos os segmentos sociais da nossa população. Temos de nos acostumar a fazer isso sem violência e sem repressão.

Para isso, nada melhor que o diálogo franco e transparente entre o governo e a sociedade”, disse a presidente no terceiro vídeo divulgado nesta sexta-feira.

Em reunião na quinta-feira (30) com líderes de centrais sindicais, em Brasília, a presidente já havia repudiado a violência em qualquer protesto e defendeu o “respeito às manifestações” e às “diferenças de opinião”. “Para construir consenso e evitar a violência, o único caminho existente é o caminho do diálogo”, disse Dilma na ocasião.

Terceirização
A presidente voltou a defender a regulamentação da terceirização deve manter a diferenciação para atividades-meio e fim nos vários setores produtivos, em sua segunda mensagem pelo Dia do Trabalho.
Dilma destacou também que o Projeto de Lei (PL) 4330, em tramitação no Congresso Nacional, ajudará a proteger o emprego de 12,7 milhões de trabalhadores terceirizados que, segundo a presidenta, terão assegurados a “proteção no emprego, os direitos trabalhistas e previdenciários e garantia de um salário digno”. Dilma disse ainda que a medida significa maior segurança para o empregador.

Salário mínimo
No primeiro vídeo divulgado hoje, Dilma destacou a valorização do salário mínimo e a correção da tabela do imposto de renda. “Nos últimos 13 anos, o Dia do Trabalhador tem sido uma data para celebrar as vitórias da classe trabalhadora. A valorização do salário mínimo é uma das maiores conquistas deste período”, enfatizou ela, em vídeo publicado nas redes sociais, na manhã desta sexta-feira.
Dilma lembrou que, em março último, encaminhou ao congresso nacional medida provisória que garante a política de valorização do salário mínimo até 2019. Citou ainda que, em 2001, foi aprovada lei semelhante que garantiu ao salário mínimo aumento de 14,8% acima da inflação durante o primeiro mandato. Essa política, segundo ela, beneficia 45 milhões de trabalhadores e aposentados.

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