O que se tem visto na televisão é um verdadeiro massacre que o governo tucano de Beto Richa tem produzido sobre os professores e estudantes que estão se manifestando na cidade de Curitiba, no Paraná, por direitos a melhores salários. O massacre  deixou pelo menos 200 feridos.

Os professores faziam manifestações no entorno da Assembleia Legislativa do Paraná na tarde desta quarta-feira, quando foram surpreendidos por bombas e violência policial. Nem mesmo jornalistas e políticos escaparam.
O cinegrafista da Rede Bandeirantes, Luiz Carlos de Jesus, e o deputado estadual Rasca Rodrigues (PV) foram mordidos por cães treinados pela Polícia Militar. Cães estes que atuam sob o comando dos agentes de segurança pública, que, por sua vez, atuam sob o comando do governo estadual.
Além do Luiz Carlos, pelo menos outros três jornalistas sofreram ferimentos enquanto cobriam os protestos, segundo nota divulgada pela Abraji. Além disso, há registros de pelo menos 200 manifestantes, entre professores e alunos, que também ficaram feridos.
Até o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT) se mostrou surpreso com a truculência causada pela PM de Beto Richa: "Parece uma praça de guerra", publicou o político em seu twitter pessoal. Do JB
Lula: professores grevistas do PR foram "agredidos de forma violenta"

O ex-presidente Lula postou em seu perfil oficial no Facebook uma mensagem de apoio aos professores grevistas do Paraná, que na tarde desta quarta-feira (29) foram atacados por policiais militares, que dispararam balas de borracha. O conflito deixou 170 feridos.

"Solidarizo-me com os professores do Paraná, que foram agredidos de forma violenta pela Polícia Militar do Estado. Temos visto a atuação da polícia na garantia da segurança de manifestações que têm acontecido no país, mas esse direito deve ser garantido a todos. É inadmissível que o direito de manifestação seja restringido a qualquer pessoa, principalmente àqueles que trabalham pela educação de nossos jovens e o futuro do país."

Desde o início desta semana, a Assembleia Legislativa do Paraná foi cercada por PMs a pedido do governador Beto Richa (PSDB), que se baseou em uma ordem judicial para fazer a votação a portas fechadas de uma lei que modifica a previdência dos funcionários públicos estaduais.

Além das balas de borracha, a polícia jogou jatos de água contra os ativistas. Já os manifestantes atiram pedaços de pau e pedras. Os professores da rede estadual do Paraná entraram em greve na última segunda (27) contra o projeto.

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Bate-Papo vermelhô

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