Daniel Ferreira/Metrópoles
Na última sexta-feira (4/3), militantes protestaram em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
na sede da TV Globo. Na ocasião, Socorro Dachi foi presa e encaminhada à 5ª Delegacia de Polícia


Durante o protesto que ocorreu na sede da TV Globo, na 701 Norte, na última sexta-feira (4/3), uma militante que manifestava apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi presa e encaminhada à 5ª Delegacia de Polícia, na área central de Brasília. A mulher em questão é Socorro Dachi, assessora do deputado federal Sibá Machado (PT-AC).

Em entrevista ao Metrópoles na tarde deste domingo (6/3), Socorro explicou que estava deixando a manifestação ao lado da esposa de Sibá Machado e secretária de Articulação Institucional e Ações Temáticas da Secretaria de Políticas para Mulheres, Rose Scalabrin, quando um dos policiais do Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) xingou as duas de “vagabundas”. A assessora, então, revidou verbalmente a ofensa e um militar deu ordem de prisão a ela. Assista ao vídeo!
Socorro relata ainda que os policiais teriam confiscado o celular dela. “Cheguei a perguntar para os militares se eles estavam tentando criar um fato político. Pedi o meu aparelho de volta. Precisava falar com o meu advogado, mas não deixaram. Tentei também resistir à prisão, mas chegaram até a apontar uma arma para mim e para a Rose. Foi a coisa mais truculenta que vi na minha vida”, conta.

A esposa de Sibá Machado e outros militantes tentaram ajudar a assessora, mas foram contidos por policiais que usaram spray de pimenta contra eles. As mulheres fizeram um relato, divulgado para uma rede de amigos no WhatsApp, em que apontam a ação abusiva da PM. O texto ganhou repercussão e a deputada federal Erika Kokay divulgou um vídeo, em seu perfil no Facebook, repudiando a ação da PM. A reportagem tentou entrar em contato com o deputado Sibá Machado, mas, até a publicação desta matéria, ele ainda não havia retornado as ligações.

O advogado de Socorro Dachi, Jonatas Moreth, informou que deverá entrar com uma representação no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), na Corregedoria da Polícia Militar e Procuradoria de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil do DF (OAB-DF). “Tentei apresentar a minha carteirinha da OAB para os militares. Eles disseram que eu só poderia falar com a Socorro na delegacia. Insisti, mas jogaram spray de pimenta no meu rosto”, argumenta.

Leiam também o texto de Delman Ferreira, amigo de Socorro Dachi: 

"SUAS VAGABUNDAS, BANDO DE VAGABUNDAS"...NA SEMANA INTERNACIONAL DAS MULHERES...

Foi assim que dois policiais de Brasília agrediram duas mulheres que saiam de uma manifestação democrática e pacífica na Capital do Brasil. Duas mulheres que simplesmente retornavam para casa.
Que fique bem claro, até aquele momento, não se haviam registrado absolutamente nenhum incidente na manifestação. Nenhum incidente, nada que sirva como desculpa ou hipócrita tentativa de atenuante.
"Suas Vagabundas, bando de vagabundas", exatamente na Semana Internacional das Mulheres. Dois policiais. Gratuitamente. Na Capital do Brasil.

"Suas Vagabundas, bando de vagabundas", é uma perfeita demonstração do grau de violência contra as mulheres que vivenciamos no dia-a-dia. Dá a perfeita dimensão do grau de intolerância a que chegamos. Dá a verdadeira dimensão da sensação de impunidade de alguns policiais.
Duas mulheres, desarmadas, ou melhor, armadas apenas com sua consciência, sua capacidade de se indignar e de questionar. Foram agredidas com palavrões. Agredidas com gás de pimenta. Ameaçadas com armas de fogo.

Como não aceitaram calar e se submeter, foram algemadas pelo policial comandante da operação e conduzidas de camburão até a delegacia.

"Suas Vagabundas, bando de vagabundas", pode isso Rede Globo? Pode isso Senhor Inquisitor-Mor, Sérgio Moro? Pode isso Senhor Procurador Fernando dos Santos Lima?
"Suas Vagabundas, bando de vagabundas", isso vai ficar impune Senhor Governador do Distrito Federal?
Salve, Socorro Braga Dachi. Salve, Rose Scalabrin. Salve todas as Mulheres que não se calam e não se deixam calar, amedrontar e submeter.

Agora assista à fala da deputada Erika Kokay (PT - DF) sobre esse episódio lamentável protagonizado pela PM do DF:

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  1. Revoltante, triste e preocupante. A oposição conseguiu o que queria, trouxe a loucura das pessoas à tona.

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  2. Governador Rollemberg, o pior governador.

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Bate-Papo vermelhô

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