O sinal vermelho acendeu nos círculos do senador Aécio Neves (PSDB-MG) com a apreensão da frota de carros de luxo do senador Collor.

De certa forma, uma injustiça está sendo cometida. Por que só o Collor é investigado por sua extravagante frota de carros de luxo? Aécio tem uma frota de carros de luxo tão extravagante como Collor, só que os carros estão em nome de sua rádio Arco Íris. Pelo menos estavam quando o escândalo do bafômetro veio à tona.

Quem acompanhou o bafômetrogate em 2011, sabe que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) dirigia um Land Rover na madrugada do Rio de Janeiro quando foi parado em uma blitz e recusou a fazer o teste do bafômetro, preferindo ser multado.

O tucano também dirigia com a carteira de habilitação vencida.

O que seria apenas uma infração de trânsito, ainda que grave, virou um escândalo bem maior quando se descobriu que o Land Rover não estava em seu nome. Estava no nome da Rádio Arco-iris de Belo Horizonte, da qual ele é sócio.

A Rádio tinha uma frota de carrões importados, semelhante à frota de Collor. O Land Rover em nome da rádio estava sendo usado para uso pessoal do senador tucano no Rio.

O caso não é tão simples como a rádio é dele e ele faz o que bem entender dela.

Donos de empresas não podem maquiar suas despesas pessoais como se fossem gastos a serviço da empresa, pois quem faz isso frauda o imposto de renda. E como senador, Aécio não pode ocupar cargo de direção na rádio. Ou seja, não tem como dizer que o carro da rádio em Belo Horizonte era um carro de trabalho a serviço da Rádio na madrugada do Rio de Janeiro. Em 2010, o tucano nem declarou possuir carro próprio na sua declaração de bens entregue à justiça eleitoral.

Por isto este caso merecia e continua merecendo ser investigado. A nação precisa saber se Aécio agiu dentro da lei ou não. E se tiver contas a acertar com os cofres públicos da Receita Federal, que pague igual qualquer contribuinte honesto.

Como agravante a Rádio Arco Íris recebeu verbas publicitárias do governo de Minas quando Aécio era governador. E ele nomeou a própria irmã para cuidar das verbas publicitárias governamentais.

Por falar em irmã, o doleiro Alberto Youssef delatou Aécio por supostamente rachar propinas com o ex-deputado José Janene vindas de uma diretoria de Furnas. Disse que a irmã do tucano era uma operadora do esquema junto à empreiteira Bauruense. Inicialmente o Procurador Geral da República arquivou o caso. Mas a partir de novos elementos trazidos do processo da Lista de Furnas que corre no Rio de Janeiro pode vir a ser reaberto.

Quando a polícia federal vai fazer uma operação Arco Iris?

Fonte: Amigos do Presidente Lula

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Bate-Papo vermelhô

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