O Brasil Privatizado é um livro lançado no final da década de 1990 e que logo se transformou em uma daquelas obras obrigatórias de ler e ter, para poder consultar sempre e não esquecer o passado. Muito polêmico em seu lançamento, tratou de assunto espinhoso à época: falava sobre como o Brasil estava sendo transformado com a política de privatização do presidente tucano Fernando Henrique Cardoso.

Essencial para o conhecimento da história do Brasil, o livro descreve uma sucessão de negócios que levaram à privatização de estatais, entregues com os cofres recheados às mãos de particulares que passariam a usufruir dos lucros que antes eram do Brasil. Apoiado em pesquisa e análise minuciosas, Biondi traz números e percentuais que espantam.
Hoje, temos duas propostas de governo que indicam a volta ao Brasil dos anos 1990. Quando falamos em discurso neoliberal de Marina Silva e Aécio Neves, é disso que estamos falando. O neoliberalismo que pautou a gestão FHC no governo federal hoje é a base das propostas de Marina e Aécio. Propostas aliás, que ambos já afirmaram serem as mesmas.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Marina afirmou que as conquistas econômicas, “não podem ser colocadas como a política econômica do Aécio, mas sim como a nossa política”, declarando que seu programa está alinhado com a política neoliberal praticada pelo PSDB. E o próprio tucano já chamou o programa político de Marina Silva de “genérico” do seu.

Antenada com a volta da proposta de desmonte do país, a Geração Editorial, está lançando nova edição de O Brasil Privatizado – um balanço do desmonte do Estado. Você vai poder conhecer a análise de um dos jornalistas econômicos mais importantes do final do século XX, Aloysio Biondi. A apresentação do livro é feita por outros nomes de igual relevância na imprensa brasileira: a introdução é assinada por Janio de Freitas, e o prefácio é de Amaury Ribeiro Jr.

Para Biondi, FHC conseguiu, em cinco anos, colocar de joelhos a economia nacional diante do capital estrangeiro mas, principalmente, “destruir a Alma Nacional, o sonho coletivo”. Hoje, conseguimos nos recuperar do impacto dessas operações e o Brasil anda de cabeça erguida. Por isso, não podemos voltar a apostar em projetos que pretendem diminuir o tamanho do Brasil.
Para saber mais, visite no Facebook a página de divulgação do livro.

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Bate-Papo vermelhô

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