Mônica declara à PF: pagamentos foram feitos por campanhas no exterior
A declaração da empresária foi feita na última quarta-feira (25) ao delegado Márcio Anselmo e ao procurador da República, Digo Castor de Mattos, na sede da Polícia Federal em Curitiba-PR. Lá, Mônica Moura explicou que os pagamentos recebidos foram de campanhas eleitorais realizadas no exterior e que ela tem documentos que comprovam a veracidade dos contratos firmados. A declaração de Mônica coincidiu com a de João Santana, feita no dia seguinte, quinta-feira (25).
Por Eliz Brandão via Portal Vermelho com informações da Jornal GGN em 26/02/2016

Campanha em Angola

Mônica afirmou que a quantia de US$ 4,5 milhões, sugerida pela PF como resultante de propina, na realidade foi recebida de Zwi Skornicki para o pagamento da campanha eleitoral de José Eduardo Santos, para a presidência de Angola.

De acordo com a publicitária, o valor era uma parte do custo total de US$ 50 milhões para a campanha do angolano, que incluía uma pré-campanha, a campanha e uma pós-campanha que era uma consultoria para pronunciamentos.

A empresária ainda descreveu que, deste total, US$ 30 milhões foram recebidos por meio da Polis Brasil, a empresa do casal, e os outros US$ 20 milhões “foram pagos por meio de um contrato de gaveta, não contabilizado”, disse, confessando a não declaração à Receita.

Em uma das transferências, o casal afirmou que foi, inclusive, ao escritório de Zwi Skornicki, por indicação da área financeira do presidenciável, para acertar a transferência de US$ 4,5 milhões na conta da Shellbill, offshore do casal. Mônica comprometeu-se a apresentar o contrato para a eleição de Angola para a Polícia Federal.

Venezuela

A outra suposta ligação do publicitário com a campanha da presidenta Dilma e a Lava Jato seria o recebimento de quantias de uma offshore da Odebrecht, empreiteira também investigada na Lava Jato. Entretanto, a empresária Mônica Moura esclareceu que, em 2011, também foi orientada a procurar Fernando Migliaccio – executivo da Odebrecht – para receber parte dos valores da campanha realizada pelo casal para a reeleição de Hugo Chávez, na Venezuela.

Pagamento não contabilizado
A sócia de João Santana explicou que a campanha chavista teve um “alto custo” de US$ 35 milhões e que, por isso, “grande parte desse valor foi recebida de maneira não contabilizada”, ou seja, não declarada à Receita.

Também admitiu que, “diante das dificuldades de pagamento”, vários doadores efetuavam repasses. Ainda assim, negou que as quantias eram ilícitas e também se prontificou a apresentar documentos que comprovam os trabalhos prestados em campanhas eleitorais pelo casal.

Ao contrário do que foi amplamente divulgado na mídia, Mônica disse que as transferências identificadas pela PF, que registram valores a partir de 2011, foram no período de três grandes campanhas presidenciais em que o casal trabalhou para: Hugo Chávez (Venezuela), José Eduardo Santos (Angola) e Danilo Medina (República Dominicana).

Contratos comprovam licitude do trabalho

Mônica comprometeu-se a apresentar os contratos de trabalho para a Polícia Federal, negando que os pagamentos recebidos eram de forma ilícita, e se prontificou ainda a apresentar documentos que comprovam esses serviços prestados em campanhas eleitorais pelo casal.

Empresa

Antes de ser apontado pela grande mídia de “marqueteiro do PT”, o dono da empresa Pólis Propaganda e Marketing João Santana era reconhecido e respeitado como um grande estrategista político conhecido internacionalmente. Entre os seus grandes feitos, é importante destacar que ele comandou o marketing vitorioso de oito eleições presidenciais.

No site da empresa, há um nota de esclarecimento negando todas as acusações que estão sendo feitas pela grande mídia e especificamente cita uma reportagem da revista Veja. “A reportagem de Veja desta semana, envolvendo o Grupo Pólis, é uma furada”. No texto, a empresa também esclarece: “Valores recebidos de campanhas brasileiras sempre foram pagos no Brasil, e valores recebidos por campanhas no exterior foram pagos no exterior, seguindo as regras e a legislação de cada país”.

Ainda segundo o site da empresa, a Pólis tem escritórios em quatro países (Argentina, República Dominicana, El Salvador e Panamá).

Postar um comentário

  1. Agora passa isso na Globo.... KkkKKKkkkkkk.... essa situação chega a ser ridicula!

    ResponderExcluir

Bate-Papo vermelhô

Compartilhe

 
Top