Não há como a população brasileira esquecer ou deixar de refletir sobre a gravidade do que ocorreu na praça do Centro Cívico em Curitiba-PR, em 29 de abril de 2015. Um verdadeiro massacre contra professores pela polícia do governo Beto Richa (PSDB).


Isso deve ser repudiado sempre, em todos os lugares, e por toda a população que compreende a educação como meio fundamental para o desenvolvimento cultural e socioeconômico do país.

Os trabalhadores da educação encontravam-se em greve e protestando por uma série de direitos afetados pelo governo estadual, quando a violência e truculência policial imperou massacrando professores e servidores públicos. Os policiais lançaram bombas de gás lacrimogêneo, balas de porracha e jatos d'água contra os manifestantes, deixando mais de 200 pessoas feridas, dezenas delas com ferimentos graves.

Segundo entrevista concedida pelo advogado trabalhista, João Stefaniak, ao site do Instituto Humanitas Unisinos – IHU (RS), inúmeras razões motivaram a grave dos professores do Paraná, entre as quais podem ser citadas: “o não pagamento de 1/3 de férias; rescisão de contrato de professores temporários, sem o pagamento de verbas rescisórias; a tentativa de acabar com direitos históricos como o quinquênio dos servidores públicos; a suspensão de liberação de verbas de custeio das universidades públicas; a suspensão de atendimento médico aos servidores,  por falta de pagamento aos médicos entre outras. 

Posteriormente ficou claro que muitas das medidas anunciadas pelo governo era moeda de troca na negociação, pois a principal intenção do governador era se apropriar dos valores do Fundo Previdenciário para tentar salvar as finanças do Estado, que ele quebrou após uma administração desastrosa.”

Agravante

O auge da indignação se deu, segundo o advogado, quando “o governo do Estado decidiu se apropriar da poupança previdenciária dos servidores do Paraná para cobrir rombos no caixa do Estado. Os valores que existem no Fundo Previdenciário (FP), cerca de 8 bilhões de reais, nunca receberam a contribuição patronal devida, portanto pertencem exclusivamente aos servidores. 

Ao realizar a segregação de massa, com a transferência do pagamento de aposentados que nunca contribuíram para o FP, o governo coloca em risco a solvência da Paraná Previdência. A lei aprovada pela Assembleia Legislativa do PR formaliza um verdadeiro crime de apropriação indébita do patrimônio dos servidores.
Apesar da conivência dos juízes paranaenses, que foram agraciados com o auxílio moradia concedido por Beto Richa, acredito que é possível que seja declarada a ilegalidade da lei aprovada pela Assembleia Legislativa.”

Após análise de inúmeros fatos ocorridos em 2015, considerados também importantes,  a equipe de colaboradores da Rede Mundo Notícias decidiu, por unanimidade, escolher o massacre dos professores do Paraná pela polícia do governo Richa (PSDB), como o fato mais importante do ano, para reflexão e ação dos brasileiros.

Ressaltando que outros governantes do PSDB praticaram ações semelhantes contra a educação, os estudantes e professores em outros estados, tal como ocorreu recentemente em São Paulo, com o fechamento de escolas públicas pelo governo Alckmin.

Ainda bem que na luta, na ocupação das escolas, na rua, no enfrentamento, com apoio e solidariedade da maioria da população, os estudantes organizados obrigaram o governo do PSDB, inimigos da educação, a ter que recuar.

Para melhor compreensão das ocorrências, assista aos vídeos. 

 

Video do canal de Tarso Violin

Equipe Rede Mundo

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