Por Rui Costa Pimenta via PCO em 08/12/2015

O verdadeiro pré-golpe de Estado dado por Eduardo Cunha na eleição da Comissão que analisará o pedido deimpeachment de Dilma Rousseff, combinada com a manobra de Michel Temer para anunciar o seu rompimento com o governo do qual faz parte mostram acima de qualquer dúvida a decisão de todo um amplo setor da burguesia de derrubar já o atual governo.

Quem quiser ficar sonhando e conjecturando que faça bom proveito.

O fato é que, para a esquerda nacional, de todos os matizes (estamos nos referindo, naturalmente, às pessoas que vivem no mundo real) agora é a hora da ação.

É a hora da onça beber água. Como no ditado popular, não haverá segunda oportunidade. Não é o momento de hesitar.

As forças populares devem colocar todos os seus recursos nas ruas. A batalha que se inicia não será ganha no parlamento. Há apenas uma barreira contra os golpistas: a mobilização popular, a força popular.

Não é suficiente convocar atos que nada mais são do que comícios eleitorais. 

É preciso ir aos locais de trabalho e de estudo, na cidade e no campo e chamar os trabalhadores para uma luta real contra uma direita golpista e fascistóide.

Os dirigentes sindicais da CUT, os líderes do MST e outras organizações populares, os deputados do PT e dos partidos que são contra o golpe necessitam ir à praça pública e chamar o povo a impedir este golpe de Estado da direita e do capital estrangeiro, dos inimigos maiores do povo.

Chamamos todos os militantes da esquerda, os estudantes, trabalhadores que sabem com quem estamos lidando a se mobilizar agora, antes que as últimas oportunidades sejam perdidas.

O golpe pode ser impedido. No fundo, apesar de todo o aparato financeiro e de imprensa, os golpistas não passam de uma minoria de sanguessugas e parasitas. Os trabalhadores e o povo são uma força enorme.

Às ruas, para enfrentar e derrotar os golpistas.

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