Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
  A queda foi puxada principalmente pela baixa nos preços do óleo de soja, tomate, feijão e da batata, segundo dados divulgados nesta terça-feira (7/10)

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As maiores quedas ocorreram em Recife (-1,99%), São Paulo (-1,39%), Natal (-1,18%), Campo Grande (-1,13%) e Salvador (-1,02%). Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Da Agência Brasil e Blog do Planalto

O preço da cesta básica caiu em 11 das 18 capitais brasileiras analisadas pela Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos, que é divulgada todos os meses pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos (Dieese). As maiores quedas ocorreram no Recife (-1,99%), em São Paulo (-1,39%) e Natal (-1,18%). Já as altas ocorreram em Goiânia (1,36%), Aracaju (1,15%), Brasília (1,10%), Porto Alegre (0,62%), Manaus (0,26%) e Florianópolis (0,04%).

A cesta mais cara, entre as 18 capitais brasileiras analisadas, é a de Florianópolis (R$ 340,76), seguida por São Paulo (R$ 333,12). A cesta mais barata é a de Aracaju (R$ 233,18). Entre os produtos que compõem a cesta básica do Dieese que apresentaram queda estão o óleo de soja, tomate, feijão e a batata, com redução na maior parte das localidades. Por outro lado, a carne bovina apresentou aumento de preço em todas as capitais analisadas. O leite, o arroz e o pão francês foram outros produtos que apresentaram aumento de preço na maior parte das capitais.


A Constituição estabelece que o salário mínimo deve suprir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. O Dieese estima que o salário mínimo ideal, em setembro, seria de R$ 2.862,73, valor 3,95 vezes superior ao valor do salário mínimo atual de R$ 724,00.

Menos horas de trabalho para comprar cesta básica

Em setembro, para comprar os gêneros alimentícios essenciais, o trabalhador remunerado pelo salário mínimo precisou realizar, na média das 18 capitais pesquisadas, jornada de 89 horas e 52 minutos, tempo ligeiramente inferior às 90 horas e 7 minutos registrado em agosto. Em setembro de 2013, a jornada comprometida era um pouco maior: 90 horas e 42 minutos.


Quando se compara custo da cesta e salário mínimo líquido, ou seja, após desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em setembro, 44,40% dos vencimentos para comprar os mesmos produtos que em agosto demandavam 44,53%. Em setembro de 2013, essa fatia era maior e equivalia a 44,81%.

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