-  Por Bolchê -

Quero manifestar meu ponto de vista e, ao mesmo tempo, minha indignação acerca dos últimos acontecimentos ocorridos no país e que forjam uma conjuntura política bastante distorcida da realidade. Falo com direito adquirido como um ferrenho defensor dos governos progressistas de Lula e Dilma e militante de esquerda há mais de vinte anos. O atual momento lembra-me duas metáforas bastante populares e oportunas: "Dar sopa ao azar" e "Dormir de touca". E, desta forma, permitindo que essa máfia midiática deite e role num terreno que já não deveria ser mais fértil para tais semeaduras. 

Sinto-me indignado, pois nossa militância não arreda pé, seja aqui ou no embate pessoal do dia a dia, no debate cara a cara estamos na batalha incessante, sem trégua, combatendo o nazifascismo que insiste em exercer um comando paralelo no país, desafiando todas as nossas conquistas, frutos de uma luta longa e árdua, mas construídas sobre a base sólida dos anseios populares. Contudo, creio que se o governo, nesse contexto, continuar com o discurso politicamente correto de que "acima de tudo devemos salvaguardar a liberdade de expressão" e blá blá blá, o povo sairá derrotado. A democracia será golpeada de morte ainda no berço.

 Eu pergunto: O que esse conluio midiático faz é exercer a liberdade de expressão? Reflita! Até que ponto mentir, manipular, fraudar, forjar e distorcer informações e fatos, arquitetar minuciosa e sistematicamente em cada palavra, em cada vírgula, em cada imagem golpes contra o estado democrático pode ser considerado exercício da liberdade de expressão? É urgente e inadiável que tais prerrogativas adquiridas, fomentadas e institucionalizadas durante o período totalitário sejam revistas e reguladas como condição primeira e insubstituível para a preservação e o aprimoramento do estado democrático de direito.

As artimanhas e estratégias intrínsecas às práticas tendenciosas e manipuladoras dos veículos de comunicação de massa são a tentativa da manutenção de um poder paralelo pós-ditadura. Protelar a regulação da mídia e a democratização dos meios de comunicação torna o estado conivente com tais práticas legitimando-as. 
Até quando vamos assistir covardemente a essa imprensa doente e inimiga das mais legítimas e justas conquistadas - e que são direitos básicos de um povo e de uma nação - pressionar, ameaçar, oprimir, corromper e exercer um comando paralelo e imundo nesse país? 

Nossa omissão e passividade não ficarão impunes diante da ação contínua e articulada dessa facção criminosa que insistimos em tolerar em nome da democracia pela qual tantas gerações lutaram. Sobretudo, gerações que envelheceram, sem, no entanto, dobrar suas bandeiras, e outras que já se foram, mas deixaram filhos, netos e as novas gerações para a colheita. Dos que já se foram, muitos deram suas próprias vidas por esta causa, enquanto esses mesmos fascistas e seus representantes, num passado recente, lutavam, como sempre, contra a construção de um Brasil Democrático e mais justo para todos.

Nossa cordial tolerância com esses inimigos da nação e de nossas mais nobres conquistas, está munindo, alimentando e mantendo de pé nossos carrascos de amanhã. Vejam o que disse Franklin Martins sobre o assunto há pouco mais de 2 meses: [...] “Isso precisa da liderança do governo, porque trata-se de concessões públicas. O governo tem que liderar esse debate. Acredito que em algum momento isso acontece".
Quando terminou o segundo mandato de Lula, Franklin Martins deixou em seu ministério um projeto de marco regulatório praticamente finalizado, que acabou não sendo encaminhado pelo governo da presidente Dilma Rousseff.

Ativistas do movimento pela democratização da comunicação não poupam críticas ao Palácio do Planalto e afirmam que há um retrocesso nas políticas públicas para a área em relação ao governo Lula – que realizou a primeira Conferência Nacional de Comunicação. Confrontado com estas questões, Franklin optou por não criticar frontalmente o atual governo.
Diante de tudo isso, conclamo a todos os internautas progressistas, conscientes dos riscos que o país corre de retroceder  em todos os aspectos, jogando por terra, assim, todas as nossas históricas  e suadas conquistas, todos os avanços conseguidos a duras penas  ao longo de vários e sombrios anos, para que abracemos todos essa causa maior que é seguir em frente, que é agarrar com todas as nossas forças tudo o que temos conquistado nos últimos anos e que, sem sombra de dúvidas, nos aponta caminhos, alternativas e uma garantia consistente de um futuro mais feliz pra todos nós.

Gostaria de fazer algumas ressalvas. Evidentemente que nem todos os setores da mídia são empregados do capital estrangeiro e agentes do terrorismo ideológico e antissocialista patrocinado pelos EUA. Nem podemos dizer que todos são similares à Rede Globo, Band, Veja, Folha, Estadão, etc.; da mesma forma, não podemos rebaixar todos os profissionais da área ao nível dos protagonistas vendidos a serviço da desinformação, que fazem de uma profissão tão digna uma forma de prostituição bem remunerada, como, por exemplo, Willian Bonner, Míriam Leitão, Boechat, Jô Soares, Boris Casoy, Diogo Mainardi, Merval Pereira, Reinaldo Azevedo, Eliane Cantanhede, Arnaldo Jabor, Lauro Jardim, Ricardo Setti e outros vários. E, dessa forma, cumprem à risca seu "papel social" ficando de quatro para os interesses de grupos, corporações nacionais e internacionais e para os demais setores ultraconservadores de nossa sociedade em detrimento de todo um povo que merece também um lugar ao sol. 

Sem nenhuma ética e compromisso com a verdade mancham a profissão e envergonham os bons profissionais da área.  Não podemos nos esquecer, nesse mesmo contexto, de que a ameaça constante à democracia não é ação exclusiva dos setores da imprensa, mas, e fundamentalmente, dos grupos e corporações que os patrocinam. (Sobre isso, falamos depois).

                                             
                                                            Brasil Socialista

                                                                              http://blogdobolche.blogspot.com.br

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